GEO: Como as respostas de IA estão redefinindo o mercado

Este termo representa não somente uma evolução do SEO, mas uma transformação fundamental em como marcas precisam pensar sobre visibilidade orgânica no contexto das buscas por IA.

Com mais de 700 milhões de usuários utilizando o ChatGPT semanalmente para pesquisas e comparações de produtos, conforme dados recentes, o cenário deixa claro: os motores de busca tradicionais não são mais o único portal de descoberta. Ferramentas como Perplexity, Claude, Gemini e outras plataformas de IA estão intermediando decisões de compra de forma massiva, alterando profundamente o comportamento do consumidor.

Diferentemente do SEO clássico, que se concentra em ranquear páginas individuais, o GEO exige uma estratégia integrada onde o conteúdo precisa ser estruturado de forma que as IAs generativas entendam, valorizem e citem a marca como fonte confiável. É um salto qualitativo na forma de pensar posicionamento digital.

O desafio e a oportunidade do GEO para marcas

Henrique Morbi, CEO da iD Publicidade, agência especializada em comunicação integrada e estratégia de marca para o mercado B2B, comenta sobre a relevância crescente do fenômeno:

“O GEO não é apenas uma tendência — é uma reinvenção obrigatória. Marcas que ainda pensam em SEO tradicional estão perdendo oportunidades tremendas. Quando uma IA recomenda um fornecedor, ela não faz porque o site aparece primeiro no Google. Ela recomenda porque identificou a marca como resposta mais relevante, confiável e bem estruturada para a pergunta do usuário. Isso demanda que repensemos toda a narrativa estratégica de comunicação e como ela é organizada digitalmente.”

Para Morbi, a transição para GEO representa um retorno a princípios fundamentais de marketing: conhecimento profundo do público, mensagem clara e propósito bem definido. Mas agora, com a intermediação de máquinas que analisam padrões de confiabilidade, estrutura de conteúdo e alinhamento com contexto.

Como o GEO impacta estratégias de marketing digital

A ascensão do GEO traz implicações diretas para empresas que atuam em mercados complexos, especialmente no B2B industrial. Não basta produzir conteúdo; é necessário que ele seja:

  • Estruturado para interpretação por IA: Informações claras, metadados ricos, contexto bem definido.
  • Fundamentado em dados: IAs valorizam fontes com suporte factual, pesquisas e evidências.
  • Consistente em múltiplos canais: A narrativa da marca precisa ser uniforme para gerar confiança.
  • Otimizado para conversação: Conteúdo que responde diretamente às perguntas dos usuários.

Segundo especialistas, empresas que conseguem posicionar-se adequadamente em ferramentas de IA generativa ganham vantagem competitiva, especialmente porque reduzem a dependência de publicidade paga. Afinal, uma recomendação de IA tem credibilidade superior a um anúncio tradicional.

Adaptação estratégica ao novo cenário

Algumas agências especializadas em comunicação integrada e gestão de marca para o segmento industrial já estruturam suas estratégias considerando o GEO como pilar central. Essas organizações combinam análise de mercado, design thinking e posicionamento estratégico para garantir que pequenas e médias indústrias consigam construir presença forte também neste novo cenário de descoberta digital.

Morbi reforça uma perspectiva compartilhada por especialistas do setor: “A comunicação efetiva começa com estratégia sólida. Se uma marca não tem clareza sobre seu posicionamento, sua proposta de valor e seu público-alvo, ela não conseguirá ser descoberta — nem por humanos, nem por máquinas. O GEO amplifica exatamente isso: a necessidade de coerência estratégica em tudo o que uma empresa comunica.”

O futuro da visibilidade digital

O GEO é indicativo de uma transformação maior: o fim da publicidade como ferramenta primária de visibilidade. Marcas que apostarem em construir autoridade genuína, propor valor real e comunicar com clareza estratégica estarão preparadas para um cenário onde a IA intermédia escolhas de compra.

Para empresas que buscam crescimento sustentável em ambientes digitais, a mensagem é clara: investir em estratégia de marca robusta, conteúdo estruturado e comunicação integrada deixou de ser opcional e virou pré-requisito. GEO é, afinal, apenas o reflexo digital de um princípio antigo do marketing: marcas que as pessoas reconhecem, confiam e recomendam — agora, também para máquinas.

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