A novidade marca o início do que o Magazine Luiza chama de “AI Commerce”, um modelo que une conveniência, personalização e tecnologia para transformar o aplicativo de mensagens em um verdadeiro shopping digital.
Uma experiência fluida e integrada
Com a nova funcionalidade, o cliente pode conversar com a assistente virtual, receber recomendações personalizadas, explorar o catálogo completo do marketplace e finalizar o pedido, tudo no chat. A única etapa que ainda exige sair momentaneamente da conversa é o pagamento via PIX.
Segundo relatos de teste, a jornada foi dividida em três fases, fricção, opções e alucinação e apresentou resultados promissores. Na primeira, o processo demonstrou-se natural: após informar o CPF, o usuário pôde solicitar sugestões de produtos, mudar de categoria e até retomar um carrinho abandonado por meio de mensagem de voz.
“Ela lembrou do carrinho e retomou a conversa de onde parei”, contou um dos testadores.
Durante a etapa de opções, a “Lu” se destacou pela rapidez e precisão ao interpretar comandos, embora tenha repetido algumas respostas.
“Ela entende o que eu peço e sugere opções bem alinhadas. Em geral, acerta o tipo de produto e apresenta alternativas relevantes”, avaliou o participante.
A chamada “alucinação” — quando a IA foge do contexto — ocorreu apenas uma vez, em uma pergunta sobre frete grátis.
“Ela respondeu como se eu tivesse ofendido (risos). Fora isso, tudo fez sentido.”
Um passo além na jornada de compra
Segundo os executivos André Fatala, Caio (Kyle) Gomes e Conrado Leister, da Meta, o recurso foi liberado inicialmente para 1 milhão de clientes recorrentes do Magalu. A meta é expandir o acesso para toda a base ativa da varejista, mais de 30 milhões de consumidores até o fim de 2025.
A assistente “Lu” tem acesso não apenas ao catálogo do Magalu, mas também aos 300 mil vendedores do marketplace, tornando a experiência uma das mais completas já vistas no comércio conversacional brasileiro.
A IA como nova consultora de compras
Mais do que uma ferramenta de atendimento, a Lu atua como consultora personalizada, auxiliando o consumidor a descobrir novos produtos e comparar opções com base em preferências anteriores. A proposta é que o processo de compra se torne mais intuitivo, acessível e humanizado, especialmente para quem já está acostumado a fazer tudo pelo WhatsApp.
O próximo teste, segundo o autor do relato, será colocar à prova o nível de acessibilidade da ferramenta.
“Minha mãe, de 75 anos, que só usa o WhatsApp, vai tentar realizar uma compra do início ao fim. Depois conto como foi”, brincou.
O início de uma nova era para o varejo digital
Com essa integração, o Magalu inaugura um novo capítulo no comércio eletrônico brasileiro, no qual inteligência artificial e experiência conversacional se unem para simplificar e potencializar as interações de compra.
Se antes o WhatsApp era somente um canal de comunicação entre marcas e consumidores, agora ele se torna um ambiente de venda completo, inteligente, automatizado e com toque humano.